As obras do Metrô no Largo da Batata e imediações estão quase prontas, mas muita coisa está ficando pra trás. No passeio público da rua Sumidouro, no novo trecho que liga essa via ao largo, uma armadilha assalta os passantes. Quatro parafusos, mais grossos que os dedos do Hulk, irrompem do piso assessorados por um quadrado de concreto. Localizado estrategicamente, o colosso está diante da faixa de pedestres (que aliás, existe só na imaginação, não foi pintada no asfalto) e a alguns passos do ponto de ônibus. Ou seja, um aparato desenvolvido para enganar quem anda a pé por ali. Apanhadas de surpresa, as pessoas vêm olhando pra cima, preocupadas em não perder a condução, e acabam tropeçando fragorosamente no engenhoso dispositivo. Quando não caem, arrebentam o dedo. Essas empreiteiras muito conhecidas, agora reunidas e disfarçadas em “consórcios”, fizeram um servicinho bem meia boca nessa área, que é tão importante para o transporte urbano e o trânsito de milhares de pedestres. O poder público, que deveria fiscalizar e exigir, faz vista ainda mais grossa que esses parafusos.
